quarta-feira, 25 de julho de 2007

O início aspirante

O rubor na face desfaz qualquer dúvida que pudesse haver. A oportunidade faz o ladrão, literalmente. Como se fosse uma vento que entra por uma janela aberta, assim entra a mão curiosa na carteira aberta, na mesa discreta ao canto da sala. O inesperado não é tanto o roubo, mas a chegada de alguém sorrateiramente como se envolto numa aura de mistério distraído.
"- Estava a enxotar uma mosca, daquelas que fazem um zumbido irritante, está a ver..."
"- Estou, estou.... muito irritante mesmo." Palavras silenciosas não pronunciadas, pensadas, desvendadas nos olhares. "- Sabe, no outro dia, a propósito de nada, a Ana da contabilidade estava a queixar-se que lhe parecia que lhe faltava uma caneta. Deixou-a em cima da mesa e de repente, não estava lá."
"-A caneta? Uma caneta?! Ela falou numa caneta ao almoço..."
"- Pois, pois.... Ah, viu a minha agenda? Não a vejo faz dias... "
"- EU? Não, claro que não."
"- Faz-me falta... Bom, ao trabalho Fonseca, ao trabalho..."

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Vontades

Hoje cheguei à conclusão que não existem famílias perfeitas, muito pelo contrário!
Antes pensava que a minha era a mais disfuncional, mas em certos aspectos até é bastante funcional. Por outro lado, há muitas famílias iguais à minha, com os seus problemas, com as suas especificidades, com as suas picuinhices. Na verdade, todas as famílias são assim. Conclusão: a minha família é normal. A forma como cada um lida com os seus problemas, com as suas angustias é que muda, conforme o estado de espírito e a capacidade de analisar os problemas fria e racionalmente. Por exemplo, neste momento apetece-me colocar toda a gente no psicólogo e morder a língua por cada vez que julguei mal os que a ele recorrem... ou então talvez devesse ir eu.... não sei!
Ainda assim, e tendo tudo isto em mente, tenho uma grande vontade de formar a minha própria família... embora também tenha muitos medos.
Houve tempo em que pensei que já estava vacinada contra as vicissitudes de criar um ser humano, que já sabia tudo o que havia para saber e que conforme esse ser humano fosse crescendo tudo se tornaria mais fácil. Nada mais longe da verdade.....
E ainda assim a vontade subsiste.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Devagar, devagarinho

Devagar, devagarinho vou descobrindo o caminho. Às xs custa perceber a verdade. Abrir os olhos e ver claramente. Mas às xs conseguimos. Obrigada!

terça-feira, 17 de julho de 2007

Aspirante a ...

Hoje eu sou aspirante a tanta coisa. Sou aspirante a ser alguém que percebe alguém.
Às xs no mundo sentimos-nos tão sozinhos que nem nós mesmos nos entendemos, mas esses momentos passam porque outros mais importantes nos surgem a cada curva do caminho.
Às xs pensamos que estamos sozinhos, mas apenas porque nos recusamos a olhar p o lado e a ver o que se passa à nossa volta. Porque o nosso mundo fica reduzido ao nosso umbigo.
Às vezes desperdiçamos a nossa energia com coisas e pessoas q não valem a pena, mas apenas porque não temos o discernimento para filtrar o que é realmente importante nesta vida.
Às vezes deixamo-nos ir com a corrente como se ela fosse de facto mais forte, mas se calhar nós é que somos mais fortes. Apenas baixamos os braços porque é mais fácil olhar p o lado e enfrentar a vida, vivê-la e combater pelos nossos objectivos.
Às vezes não temos objectivos porque desistimos nas primeiras adversidades.
Outras vezes não.