Nesta época Natalícia, apetece-me dizer que não me apetece escrever.... mas estou contente na mesma porque estou quase de férias, mesmo que isso implique não ganhar dinheiro durante 15 dias.
Já agora, se algum de vocês tiver conhecidos no Ministério da Educação, fale com eles para que revejam a posição dos professores das AEC (Actividades Extra Curriculares). Eu adoro dar aulas. Eu simplesmente sinto-me realizada e feliz quando estou a dar aulas porque adoro ver os pequenitos demonstrar aquilo que eu lhes ensinei. Sinto que faço a diferença! E aprendi que adoro ensinar os pequenitos, desde os 4 aos 11 anos porque eles ouvem o que eu digo e APRENDEM. O que eu não adoro é a situação em que trabalho. Detesto recibos verdes, destesto pagar 150€ de segurança social quer ganhe 1000€, quer ganhe 400€. Detesto estar de férias e não receber, chegar ao fim do ano e estar 2 a 3 meses sem receber e nem ter direito ao subsídio de desemprego, detesto ser considerada professora de 2ª... E que tal ter o mesmo trabalho que muitos outros professores e o meu tempo de serviço ser contado pela metade....
Não querem pagar Julho e Agosto a professores que não têm trabalho nas escolas... acho bem, concordo, mas então dêem contratos a termo com os direitos todos....
Enfim, mais um desabafo....
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
sábado, 3 de novembro de 2007
F
elicidade é como a gota De orvalho numa pétala de flor Brilha tranquila Depois de leve oscila E cai como uma lágrima de amor (Tom Jobim)...
Para cada um a felicidade é algo diferente e não importa aqui discutir as cambiantes. Às vezes penso é por que é que para que alguém seja feliz outrem tem de o não ser. Eu sou feliz às vezes, sou muito feliz às vezes, mas tenho medo desse sentimento porque temo que ele acabe ou que esteja a causar infelicidade a alguém. Embora, se a felicidade em causa é a daqueles que amo, então que se lixem os outros, que sofram... Neste momento, preferia ver outrem a sofrer, até porque sei que isso é apenas passageiro, a ver alguém muito importante para mim nessa posição... Eu sei que é mau, eu sei que é muito feio e que a vida me pode castigar, mas não é justo outros zé ninguéns chegarem e por em causa o que demorou anos a construir.... Não sei o que se passa na vossa cabeça, mas tentem colocar-se na posição dos outros...
Para cada um a felicidade é algo diferente e não importa aqui discutir as cambiantes. Às vezes penso é por que é que para que alguém seja feliz outrem tem de o não ser. Eu sou feliz às vezes, sou muito feliz às vezes, mas tenho medo desse sentimento porque temo que ele acabe ou que esteja a causar infelicidade a alguém. Embora, se a felicidade em causa é a daqueles que amo, então que se lixem os outros, que sofram... Neste momento, preferia ver outrem a sofrer, até porque sei que isso é apenas passageiro, a ver alguém muito importante para mim nessa posição... Eu sei que é mau, eu sei que é muito feio e que a vida me pode castigar, mas não é justo outros zé ninguéns chegarem e por em causa o que demorou anos a construir.... Não sei o que se passa na vossa cabeça, mas tentem colocar-se na posição dos outros...
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Há dias assim...
Infelizmente, há dias assim, em que parece que a bola vai entrar, quase que entra, mas à última da hora escapa-se pelo buraco da agulha... Foi o que aconteceu... a bolinha escapou-se e portanto já não vai haver a bola grande, pelo menos por enquanto. Mas como bons benfiquistas que somos, continuaremos a tentar... quem sabe se não temos melhor pontaria que o Benfica da próxima ....
terça-feira, 23 de outubro de 2007
buah, buah
Dizem que um azar nunca vem só, mas eu gosto de pensar que a felicidade também não. Como se não bastasse ter tido o casamento de sonho, num local lindo, com o homem dos meus sonhos (basta de clichés) agora também vem o rebento de sonho. POis é, se tudo correr de feição, em breve serão todos tios e tias de um pequerrucho ou pequerrucha gordo ou gorda, chorão ou chorona ;)
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
hola, que tal?
Olá, estou de volta de uma pequena mas simpática lua de mel. Toda a gente me pergunta como correu a viagem e tal... então cá vai a resposta.
A ida foi complicada, estivemos 11 horas à espera do avião em Lisboa. Eu disse 11 horas? Disse sim senhora, foram 11 horas na expo à espera que o avião partisse. Depois seguiram-se mais 9 horas de viagem, sendo que a chegada ao México ocorreu em plena madrugada.... o dia seguinte foi passado a dormir. Por isso é que digo que este atraso do avião nos custou 2 dias de férias... enfim.
A estada no México foi interessante, embora abaixo das minhas expectativas, confesso. As visitas/excursões foram muito giras e o tempo esteve quase sempre bom, mas o hotel as 5 estrelas não sei se foram bem atribuídas. Os lençóis pareceram-me que nunca foram mudados pois eu vi a mesma mancha preta na minha fronha e a mesma mancha amarela no lençol durante a semana toda. Além disso,quando se desligavam os aparelhos da ficha, as tomadas vinham atrás. A comida apesar de boa, não era espectacular e extremamente repetitiva. Os empregados faziam-se à gorjeta quase descaradamente e pontualmente explicitamente mesmo. Além disso, a Internet ainda é algo de outro mundo... só havia um ponto de Internet, e mesmo assim bem pago, dado que a ligação era movida a carvão. Sendo que eu não tinha roaming (a Optimus no seu melhor), nem o Marco, e as chamadas do hotel a custarem 10 US dollars, só por se fazer a ligação + 6 por minuto... a comunicação internacional era algo escassa.
De ressaltar a viagem a Xcaret (snorkel em rios quentes e subterrâneos e um espectáculo nocturno impressionante sobre o povo Maia e os mexicanos), a Chichen Itza e Ek Balam (2 pirâmides fenomenais) e a natação com as tartarugas, peixinhos e corais. A piscina, os rios e o mar também eram muito fixes, com água muito quente.... muito bom. E os cocktails??? Muy bueno!
A viagem de volta não quis ficar para trás e também teve a sua história: em 9 horas de voo, 5 foram de turbulência incessante. No sleep!
Aqui ficam as minhas impressões. Vão ao México, mas informem-se bem sobre o hotel.
A ida foi complicada, estivemos 11 horas à espera do avião em Lisboa. Eu disse 11 horas? Disse sim senhora, foram 11 horas na expo à espera que o avião partisse. Depois seguiram-se mais 9 horas de viagem, sendo que a chegada ao México ocorreu em plena madrugada.... o dia seguinte foi passado a dormir. Por isso é que digo que este atraso do avião nos custou 2 dias de férias... enfim.
A estada no México foi interessante, embora abaixo das minhas expectativas, confesso. As visitas/excursões foram muito giras e o tempo esteve quase sempre bom, mas o hotel as 5 estrelas não sei se foram bem atribuídas. Os lençóis pareceram-me que nunca foram mudados pois eu vi a mesma mancha preta na minha fronha e a mesma mancha amarela no lençol durante a semana toda. Além disso,quando se desligavam os aparelhos da ficha, as tomadas vinham atrás. A comida apesar de boa, não era espectacular e extremamente repetitiva. Os empregados faziam-se à gorjeta quase descaradamente e pontualmente explicitamente mesmo. Além disso, a Internet ainda é algo de outro mundo... só havia um ponto de Internet, e mesmo assim bem pago, dado que a ligação era movida a carvão. Sendo que eu não tinha roaming (a Optimus no seu melhor), nem o Marco, e as chamadas do hotel a custarem 10 US dollars, só por se fazer a ligação + 6 por minuto... a comunicação internacional era algo escassa.
De ressaltar a viagem a Xcaret (snorkel em rios quentes e subterrâneos e um espectáculo nocturno impressionante sobre o povo Maia e os mexicanos), a Chichen Itza e Ek Balam (2 pirâmides fenomenais) e a natação com as tartarugas, peixinhos e corais. A piscina, os rios e o mar também eram muito fixes, com água muito quente.... muito bom. E os cocktails??? Muy bueno!
A viagem de volta não quis ficar para trás e também teve a sua história: em 9 horas de voo, 5 foram de turbulência incessante. No sleep!
Aqui ficam as minhas impressões. Vão ao México, mas informem-se bem sobre o hotel.
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Acho que estou triste
A poucas semanas de um grande evento para mim, daquele evento, sinto-me triste, embora toda a gente diga que deveria sentir-me alegre, feliz, ansiosa, stressada. Quer dizer, stressada também estou, mas estou sobretudo triste.
Embora eu entenda as razões das pessoas, na maioria dos casos, daquelas que se sabem as razões, não consigo deixar de ficar triste porque sinto que há um abandono, um "pouco importa" que não esperava. Sempre pensei neste evento como sendo uma festa para reunir amigos, família, fazer uma festa na verdadeira acepção da palavra. Mas se esses amigos faltam, para quê a festa? Se a família em vez de se alegrar por participar, se sente ofendida com mesquenhices, para quê a festa? Ah já sei, vão dizer que é por mim... Sim eu sei.. É por mim e por ele e pelos meus pais e 0s dele e blá blá blá.... mas porra será que não poderiam fazer um esforço? Será que os amigos não valem a pena? Não sei se estou a ser justa, mas nem sempre me apetece estar a colocar-me do outro lado e tentar ser justa. Sei que não é justo para todos, que alguns tem bons motivos, mas espero que esses ao menos tenham a decência de vir falar directamente e não nos deixem saber pelos demais, porque isso também me vai deixar triste.
Embora eu entenda as razões das pessoas, na maioria dos casos, daquelas que se sabem as razões, não consigo deixar de ficar triste porque sinto que há um abandono, um "pouco importa" que não esperava. Sempre pensei neste evento como sendo uma festa para reunir amigos, família, fazer uma festa na verdadeira acepção da palavra. Mas se esses amigos faltam, para quê a festa? Se a família em vez de se alegrar por participar, se sente ofendida com mesquenhices, para quê a festa? Ah já sei, vão dizer que é por mim... Sim eu sei.. É por mim e por ele e pelos meus pais e 0s dele e blá blá blá.... mas porra será que não poderiam fazer um esforço? Será que os amigos não valem a pena? Não sei se estou a ser justa, mas nem sempre me apetece estar a colocar-me do outro lado e tentar ser justa. Sei que não é justo para todos, que alguns tem bons motivos, mas espero que esses ao menos tenham a decência de vir falar directamente e não nos deixem saber pelos demais, porque isso também me vai deixar triste.
quarta-feira, 25 de julho de 2007
O início aspirante
O rubor na face desfaz qualquer dúvida que pudesse haver. A oportunidade faz o ladrão, literalmente. Como se fosse uma vento que entra por uma janela aberta, assim entra a mão curiosa na carteira aberta, na mesa discreta ao canto da sala. O inesperado não é tanto o roubo, mas a chegada de alguém sorrateiramente como se envolto numa aura de mistério distraído.
"- Estava a enxotar uma mosca, daquelas que fazem um zumbido irritante, está a ver..."
"- Estou, estou.... muito irritante mesmo." Palavras silenciosas não pronunciadas, pensadas, desvendadas nos olhares. "- Sabe, no outro dia, a propósito de nada, a Ana da contabilidade estava a queixar-se que lhe parecia que lhe faltava uma caneta. Deixou-a em cima da mesa e de repente, não estava lá."
"-A caneta? Uma caneta?! Ela falou numa caneta ao almoço..."
"- Pois, pois.... Ah, viu a minha agenda? Não a vejo faz dias... "
"- EU? Não, claro que não."
"- Faz-me falta... Bom, ao trabalho Fonseca, ao trabalho..."
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Vontades
Hoje cheguei à conclusão que não existem famílias perfeitas, muito pelo contrário!
Antes pensava que a minha era a mais disfuncional, mas em certos aspectos até é bastante funcional. Por outro lado, há muitas famílias iguais à minha, com os seus problemas, com as suas especificidades, com as suas picuinhices. Na verdade, todas as famílias são assim. Conclusão: a minha família é normal. A forma como cada um lida com os seus problemas, com as suas angustias é que muda, conforme o estado de espírito e a capacidade de analisar os problemas fria e racionalmente. Por exemplo, neste momento apetece-me colocar toda a gente no psicólogo e morder a língua por cada vez que julguei mal os que a ele recorrem... ou então talvez devesse ir eu.... não sei!
Ainda assim, e tendo tudo isto em mente, tenho uma grande vontade de formar a minha própria família... embora também tenha muitos medos.
Houve tempo em que pensei que já estava vacinada contra as vicissitudes de criar um ser humano, que já sabia tudo o que havia para saber e que conforme esse ser humano fosse crescendo tudo se tornaria mais fácil. Nada mais longe da verdade.....
E ainda assim a vontade subsiste.
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Devagar, devagarinho
Devagar, devagarinho vou descobrindo o caminho. Às xs custa perceber a verdade. Abrir os olhos e ver claramente. Mas às xs conseguimos. Obrigada!
terça-feira, 17 de julho de 2007
Aspirante a ...
Hoje eu sou aspirante a tanta coisa. Sou aspirante a ser alguém que percebe alguém.
Às xs no mundo sentimos-nos tão sozinhos que nem nós mesmos nos entendemos, mas esses momentos passam porque outros mais importantes nos surgem a cada curva do caminho.
Às xs pensamos que estamos sozinhos, mas apenas porque nos recusamos a olhar p o lado e a ver o que se passa à nossa volta. Porque o nosso mundo fica reduzido ao nosso umbigo.
Às vezes desperdiçamos a nossa energia com coisas e pessoas q não valem a pena, mas apenas porque não temos o discernimento para filtrar o que é realmente importante nesta vida.
Às vezes deixamo-nos ir com a corrente como se ela fosse de facto mais forte, mas se calhar nós é que somos mais fortes. Apenas baixamos os braços porque é mais fácil olhar p o lado e enfrentar a vida, vivê-la e combater pelos nossos objectivos.
Às vezes não temos objectivos porque desistimos nas primeiras adversidades.
Outras vezes não.
Às xs no mundo sentimos-nos tão sozinhos que nem nós mesmos nos entendemos, mas esses momentos passam porque outros mais importantes nos surgem a cada curva do caminho.
Às xs pensamos que estamos sozinhos, mas apenas porque nos recusamos a olhar p o lado e a ver o que se passa à nossa volta. Porque o nosso mundo fica reduzido ao nosso umbigo.
Às vezes desperdiçamos a nossa energia com coisas e pessoas q não valem a pena, mas apenas porque não temos o discernimento para filtrar o que é realmente importante nesta vida.
Às vezes deixamo-nos ir com a corrente como se ela fosse de facto mais forte, mas se calhar nós é que somos mais fortes. Apenas baixamos os braços porque é mais fácil olhar p o lado e enfrentar a vida, vivê-la e combater pelos nossos objectivos.
Às vezes não temos objectivos porque desistimos nas primeiras adversidades.
Outras vezes não.
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